quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A ESCOLA E A DONA LATA


AS AVENTURAS DO VENTO E OUTROS CONTOS










Era uma vez o vento. Sr. Vento era forte, traquinas,
brincalhão, mas espalhava-se por todos os campos e cantos,
tão brincalhão. Fazia sacos e papéis voar, baloiçava nos galhos
das árvores e brincava, brincava ao luar. Fazia ondinhas
que gostavam de brincar com a areia.
O vento era um senhor. Às vezes assobiava entre
as árvores, outras resmungava… até parecia zangado,
mas também era meigo e carinhoso. Acariciava as faces
do rosto das crianças, refrescava-as no calor. No rio empurrava
docemente as águas para as margens
e elas derramavam-se
sobre a areia.
Senhor Vento tinha um desejo: casar-se
com uma nuvem, com uma daquelas
nuvens branquinhas. A sua noiva estaria
sempre de branco, como o algodão.
O vento pensava em dar-lhe
um nome bonito: Kusova.
(Gostarias de continuar a ler o Livro? Entre já em contacto mjchipalavela@yahoo.com.br)


A GOTINHA REBOLINHA



correu comigo. Mas não fui longe. Fiquei presa num espinho de roseira. E o espelho disse-me:
- Quem és tu, que não foges de mim? Que vens preencher a minha solidão, porque todos me fogem com medo de se ferirem?
Disse-lhe quem era e contei-lhe a minha história, já a chorar, com medo da nova corrida...
- Não chores, pequenina amiga. Eu não sou mau, como dizem. Só magoo quando não me tocam com jeito. Se quiseres ficar comigo, eu terei uma companhia e já não me sentirei abandonado e sozinho.
- Oh! amigo Espinho! Como tu és bom! Vou ficar contigo! Mas, depois as manas vão-me encontrar e eu terei de te deixar...
- Não faz mal. Mas ao menos eu sei que alguém não pensará que eu sou mau e não se vai esquecer de mim.
E o Sol, que passava naquele momento, ao ouvir esta conversa tão bonita, desceu mais um pouco, parou, sorriu e disse que também queria ser nosso amigo. E, como estava cheio de sede, pediu-me de beber. Deixei-o molhar uma ponta dos seus cabelos doirados. E brincamos sempre juntos. O Sol mata em mim a sua sede, quando faz calor. À noite, separamo-nos. O Sol parte e eu fico com o Espinho, nesta Roseira do teu jardim...Ainda não me viste? Só ouves a minha voz? Mas espera, olha para aqui. Não... Vira um pouquinho mais a cabeça...Aqui estou! Até que enfim que me viste. Queres ser nosso amigo também?

Informação passada do jornal de Angola







Contos de Maria João são apresentados hoje
27 de Junho, 2010

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Feira do livro infantil tem recebido várias visitas de alunos de escolas e colégios da capital
Fotografia: Nuno Flash
O livro “Contos de Maria João”, de Maria João Chipalavela, é apresentado hoje, a partir das 15h00, no Parque da Independência, em Luanda, dentro do projecto de divulgação da literatura para crianças do Jardim do Livro Infantil.
O livro, editado pelo Ministério da Cultura e pela comissão organizador da feira, tem três contos – “O passeio dos patos”, “Os ponteiros do relógio” e “O girassol no reino das flores”- que falam de aspectos da natureza, da terra, dos animais e das plantas, disse a autora.
O livro, ilustrado, afirmou Maria João Chipalavela, vai ajudar, a estimular o processo de aprendizagem, escrita e leitura das crianças.
Ao referir-se à realização, desde quinta-feira, do Jardim do Livro Infantil, Maria João referiu ser “importante por ajudar a desenvolver o contacto entre as crianças e o mundo fantástico dos livros”.
A escritora, que nasceu, em 1960, no Lubango, é formada em psicologia e é professora universitária.
O seu primeiro livro, “Gótica Rebolinha”, foi publicado em 1980. Posteriormente, publicou “Dona Lata”e “ Feijãozinho Vermelho”. Colaborou em livros de Dario de Melo, Cremilda de Lima e da malograda Gabriela Antunes.




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